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sábado, 10 de agosto de 2013

Antes da Meia Noite fecha um ciclo

A’trilogia do amor’ chega ao fim com a estreia de Antes da Meia-Noite (Before Midnight), do diretor Richard Linklater responsável pelos dois filmes anteriores, Antes do Amanhecer (Before Sunrise – 1995) e Antes do pôr do sol (Before Sunset – 2004).

Depois de Jesse (Ethan Hawke) e Céline (Julie Delpy) encontrarem o amor juvenil ao descerem do trem em Viena, e desenvolverem a relação pelas ruas da cidade, no primeiro filme. E no segundo, no qual esse amor se reacende na cidade dos apaixonados – Paris – durante uma conversa de poucas horas pelas ruas, o terceiro filme chega para concluir essa história de amor.

Ao contrário de uma comédia romântica, o filme discute problemas reais que um casal tem após dividir a vida por alguns anos e tenta não cair em trivialidades e trata sem pudor de sexo, traição e amor. Algo que acaba sendo inevitável ao se tratar da relação humana.

Hanke e Delpy voltam a demonstrar o ápice da sintonia conquistada no segundo. ‘Antes de Meia Noite’ chega para dar a resposta final à pergunta se Jesse ficou ou não na cidade luza. O longa-metragem consegue mostrar a sabedoria que um amor maduro conquistou. Passado na Grécia, berço de filósofos e da civilização moderna, a história demonstra os conflitos de um casal culturalmente diferentes e com problemas após a escolha de ficarem juntos.


O filme pode cativar novos fãs para a franquia, contudo o final do ciclo é feito para aqueles que acompanham a história do jovem casal. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Você acredita no amor?

Há décadas que conhecemos histórias de amor que ficam marcadas na humanidade. Seja ela real, Helena de Tróia ou literária, como Romeu e Julieta. Mas e o amor que cerca e está presente na vida de cada um de nós?

É provável que já o tenha provado, com lindas histórias de amor, e claro, algumas ruins que acabam com o coração partido. Aí veio uma pergunta, na verdade foi mais uma afirmação após um fim. “Não acredito mais no amor!” Em um instante a mente para e você pensa em como rebater. Mas como?

Se você acredita em destino, acredite no amor. Se você não acredita, também pode acreditar no amor. Ele (o amor) nunca acaba. Ele pode diminuir, ou se desgastar. Pelo menos em um dos lados, claro que às vezes no dois. Como já diziam, ou não, “O amor é eterno enquanto dura”. Agora não tenho muita certeza se a frase é essa.

Amar faz parte da vida, assim como sofrer, sorrir, chorar, brincar, comer, dormir, etc. O mais importante é: Cada pessoa é única, e somará algo importante em sua vida. O que será da história entre vocês, aí só o futuro dirá. Nem a mãe Diná é capaz.

Mas não devemos desistir do amor, afinal como também já disseram: “É melhor ter amado e perdido, do que nunca ter amado”.

Tenho certeza apenas de uma coisa. Não há nada melhor na vida do que amar e ser amado. Seja por um dia, uma semana, um mês, um ano, uma década, ou quem sabe, com sorte, para sempre.

Como diz o Rei: Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Saudade do que?

Dizem que a palavra 'saudade' só existe no vocabulário dos brasileiros. Mas nem por isso é fácil falar o que é. Pior, só mesmo "sentir saudade".


Existem alguns tipos de saudade. Pelo menos eu acredito nisso. Mas só uma machuca e doí. Saudade de quem você ama.


Claro que já senti saudade de casa. Queria pq queria voltar para casa de qualquer jeito. Ou mais engraçado, saudade de ir para o colégio, rever os amigos (as). Saudade de jogar futebol, de ficar em casa sem fazer nada, de ser criança, de um programa de TV, do seu cachorro, gato, papagaio. Ou seja, saudade dá para sentir de tudo. Mas a dor que a saudade traz é absurda


Claro que deve existir dor pior do que a saudade. Mas hoje, não penso em mais nada, e a saudade não é só um sentimento, é um vazio, um buraco, ou seja, uma dor que até agora não tem fim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

E se eu tivesse uma máquina do tempo?

Vai virar um clichê, mas quando eu era criança queria inventar uma máquina do tempo. Na verdade era mais quando cheguei na adolescência, comecei a fazer besteiras e errar muito. Ai, arrependido, sempre pensava. Ah se eu tivesse uma máquina do tempo.....


Claro que eu nunca nem tentei, até por que eu nem sei por onde começar. Mas depois daquele primeiro dia, a famosa frase: Ah se eu tivesse uma máquina do tempo..... Se a cada frase, ou pensamento, eu tivesse feito algo em direção a invenção da máquina, hoje ela provavelmente estaria pronta, e eu, finalmente poderia usar para desfazer as besteiras de que hoje me arrependo.

Hoje escrevo sobre isso, pois não passo um dia sem pensar que se tivesse feito diferente, hoje minha vida estaria quase perfeita. E sempre acordo me perguntando. O que preciso fazer para voltar a sorrir?

Depois de “consertar” a última estupidez, que até hoje deixa um buraco em meu coração, começaria a pensar no que poderia mudar no mundo.  Esqueci de falar que a primeira vez que pensei nisso(a máquina do tempo) foi quando o Senna morreu. Sempre sonhei em voltar no tempo, arrumar  o telefone dele, e avisar. Será que ele acreditaria? Será que faria diferença? Será que ele que se tornaria o hepta ?

Claro que existem milhões de possibilidades. Se tiver alguém ai. O que você faria?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um pouco atrasado...

Depois de um 2010 longe, sem nenhum, NENHUM, post. Resolvi voltar. Os motivos podem ser muitos ou não. O que conta é que voltar a escrever bobagens e coisas que muita gente não tá nem ai, sempre me ajudam.

Que eu sou viciado em filmes e adoro ser ‘ilegal’ no contrabando das películas não é mistério. Com as premiações do Oscar e do Globo de Ouro, fui “obrigado” a baixar vários, e claro, assisti todos antes da premiação do Oscar, a principal na terra do Tio Sam.

Dentre todos concorrentes ao Oscar, existiam três que acreditava que realmente concorriam ao prêmio: “Cisne Negro”, “A rede social” e “O discurso do Rei”. Os outros concorrentes são bons filmes, como o caso de “Minhas mães e meu pai” e “O Lutador”. Mas como esse ano não se tinha ‘O’ filme, ficou entre os três.

Cisne Negro sempre correu por fora.  É um filme que muita gente não gostou ou não vai gostar. Porém tem tudo para deixar você atento e preso a ele durante todo o tempo. A trama é boa, e melhor a atuação de Natalie Portman, certamente fez com que fosse a merecida ganhadora do Oscar de melhor atriz. Não vou contar sobre o filme, posto que muitos podem ainda querer ver. Só falo que: Recomendo!

A rede social foi aquele BOM! Como o fenômeno do Facebook, o filme, é claro, ganhou muitos fãs. A história, por ser verídica, é interessantíssima, ainda mais como um adolescente se transformou na pessoa mais jovem a ser um bilionário. Ah claro, a história da rede social que tomou de sopetão o mundo é cheia de traições, e claro, muitas brigas judiciais. O filme chegou a ser franco favorito a ganhar o Oscar, depois de ter levado o Globo de Ouro de melhor filme e diretor. Mas estava por vir um outro bom filme...

O discurso do Rei não é o filme do século. Mas é um divertido “filme histórico”. Ainda mais com Colin Firth fazendo o papel principal, e brilhantemente, que o fez ganhar merecidamente o Oscar de melhor ator. O de melhor filme e diretor, é claro, pode-se questionar, mas em um ano que vários filmes foram bons, não excelentes. O discurso do rei certamente não deixa a estatueta nas mãos erradas.

Bom, agora é continuar assistindo filmes, Afinal, não é só pelo Oscar que um filme fica bom !!!

Meu Brinquedo Favorito

Você já foi criança, certo? E como tal tinha, ou tem, aquele brinquedo que jamais vai esquecer. E que, talvez, espere que nunca o perca de vista. Há algum tempo atrás eu ainda tinha o meu. Levava para todos os lugares e tinha orgulho dele. Era meu brinquedo favorito.

Por quê? Todos queriam o meu brinquedo. Tinham inveja dele. E claro sonhavam em um dia conseguir roubá-lo. Por muitos anos fui muito feliz com o meu querido brinquedo. Ele era lindo, quase perfeito. Estava sempre ao meu lado e pronto para me ajudar sempre que eu precisava.

Mas às vezes você quebra o seu brinquedo, sem querer, e tem que ficar sem. Há casos que você encontra um lugar que pode consertá-lo, e voltar a brincar. Porém, quando ele quebra, também pode ser para sempre, você fica arrasado e imaginando se um dia vai conseguir arrumar.

Até essa hora, se vier, a espera é grande. Mas um dia, ou você voltará a ser feliz, ou terá que entender que ele nunca mais vai voltar. De qualquer jeito, é nota dez voltar e lembrar de tudo que o seu brinquedo te deu.

sábado, 17 de outubro de 2009

Levem o metrô embora


Em o Assalto ao Metro 1 2 3, a única coisa que prende a atenção do espectador é o tal metrô desgovernado. O filme é fraco! Mesmo com Denzel e Travolta, dois atores experientes, a trama não é interessante. E mesmo quando fica, acaba.

O motivo para sequestrar o metrô é até explicado, mas não tão bem, deixando dúvidas naqueles que só estão vendo. Se você ganhou muito dinheiro na bolsa de valores, preferiria morrer ou ir para a cadeia?

O filme tem até um pouco de ação e como uma "Sessão da Tarde" seria maravilhoso, ou até mesmo na "Tela Quente", mas no cinema é um filme vazio que não é interessante.


Tanto que não se tem muito o que falar. Você pode até ir ao cinema ver, mas vá sabendo que é sem sal.


sábado, 3 de outubro de 2009

Odeio ir ao cinema - Parte 3




Finalmente na sala de projeção fomos procurar nossos lugares. É claro que para completar tinha alguém sentado neles. Tive que pedir para sair, falando que aqueles lugares eram nossos. Mas, como sempre, as pessoas eram meio ignorantes e não quiseram sair de primeira, tive que mostrar o ingresso e ser meio grosso, com: “Você vai sair ou quer que eu tire você daí!”

Nos nossos lugares esperamos pelo início da sessão. Demorou um pouco, até porque tinha muita gente para entrar ainda. As luzes apagaram, fez-se silencio e começou a rodar algo na tela. Primeiro foram os avisos de desligar celular, incêndio, saída de emergência, e etc. Quando começaram os trailers advinha, minha namorada pediu para que fosse comprar pipoca e refrigerante. Gentil como eu sou fui sem reclamar na frente dela. Quando parecia não haver nada para piorar, novamente uma fila. Parece que brasileiro adooooora fazer uma.

Consegui comprar e voltar para a sala antes do filme realmente começar. Passava o trailer sobre algum filme em 3D, que minha namorada chegou no meu ouvido e disse. Quero ver esse também. Quando finalmente ia começar o filme as luzes se acenderam e uma voz disse: Pedimos desculpas, pois estamos com problemas técnicos. Não será possível a exibição do filme esta noite, solicitamos a todos que vão até a bilheteria trocar o ingresso por um vale.

Parecia que a pessoa tinha falado que estavam distribuindo dinheiro. As pessoas saíram correndo, empurrando um ao outro. Fui devagar pois estava acompanhado e achei melhor não forçar a barra. Quando chegamos perto, surpresa, surpresa, mais uma fila. Foi ai que decidi. Nunca mais vou ao cinema, é melhor baixar e ver em casa.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Odeio ir ao cinema - Parte 2






No dia seguinte nova batalha, caía um temporal na cidade e para chegar ao Shopping demorei quase uma hora no trânsito. Odeio quando chove, as pessoas parecem que ficam mais burras para dirigir. Quando finalmente cheguei ao estacionamento não consegui achar vaga por cinco andares de garagem, só na penúltima, mas tive que “roubar” de uma senhora que demorou muito para manobrar.



Ao sair da garagem e entrar no andar do cinema, mais um problema, a escada rolante estava parada, e tivemos que subir a pé. Este com certeza foi o menor do dia. Quando entramos na área do cinema, já havia fila para entrar na sala, mesmo os lugares sendo marcados. Minha namorada perturbou para ficar logo na fila, mesmo que fosse pior ficar em pé durante não sei quanto tempo. O pessoal só foi liberar a entrada depois 30 minutos e como um passo de lesma as pessoas começaram a entrar.


Quando estava entregando meu ingresso pediram minha carteira de estudante. Que até agora não entendo porque pedem duas vezes. Uma quando você compra e outra quando você vai entrar. Daqui a pouco vão pedir quando você sair, para ver se era você mesmo que estava lá dentro. Demorei para achar a carteirinha, e o pessoal atrás de mim começou a ficar nervoso. Finalmente achei, e o empregado do cinema demorou uns cinco minutos para achar a data de validade e me deixar entrar.



Se você chegou até aqui não desista. O próximo post é o último, eu juro


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Odeio ir ao cinema - Parte 1


 




Adoro filmes, na verdade sou um pouco obsessivo com eles e o título só se refere ao espaço físico. Sempre quero ver o máximo que puder, procuro os lançamentos, comentados pela crítica, o que fazem sucesso fora do país e acabo baixando, pela internet, para ver qualquer hora e qualquer dia, em casa. Mas tudo isso foi provocado por um episódio.

Fui um dia ao cinema, que em sua maior parte ficam em Shoppings Centers, e que, dia ou noite, sempre estão lotados.  Para completar esses lugares são repletos de crianças gritando sem parar, correndo por todo lado e pessoas idosas que gostam de passear e andam devagar na sua frente.


Tentei chegar o mais cedo possível para garantir o ingresso, já que era um filme aguardado e que com certeza teria fila. Quando você imagina uma fila, pensa em algo com cerca de no máximo 50 pessoas. Pois bem, no dia que fui comprar o ingresso cheguei três horas antes do horário que anunciava no jornal e a fila já ultrapassava a escada rolante e as pessoas estavam no andar de baixo.

Depois de quase uma hora e meia na fila, onda parecia muito mais, já que a cada cinco pessoas alguém tinha que gritar: “A Fila Andou!”, consegui chegar a bilheteria que já tinha vendido todos os ingressos para o dia e quase todos para o dia seguinte, só havia entradas para a seção da meia noite. Depois de tanto esperar acabei comprando.

Quer saber o que aconteceu? Leia no próximo post

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Humor? Só se for britânico!!!


Classificado como comédia romântica, Um Louco Apaixonado (How to Lose Friends & Alienate People, no original), passa bem longe de conseguir risos e a atenção do público. O filme é baseado no livro do jornalista inglês Toby Young, que durante alguns anos trabalho na glamurosa revista Vanity Fair.


A atração central do filme é Sidney Young (Simon Pegg), um crítico apaixonado por cinema que tem sempre quis estar nos eventos das celebridades. Mesmo sendo o centro do filme, Sidney é sem dúvida a pior parte dele. Com piadas sem graças e atitudes nojentas, que abusam da boa vontade do espectador Sidney vai trabalhar na revista mais famosa de Nova York, Sharps (nome fictício).
Lá Sidney ve de perto que a revista conta com mais gente superficial que só pensa em agradar as celebridades, do que realmente críticos de cinema.

Diferente de todos que o cercam, o protagonista do filme passa a ter a obsessão de ficar com Sophie Maes (Megan Fox), a nova atriz produzida por uma RP (Relações Públicas). Sidney é contrário, no início, a fazer parte dessa 'cultura', mas acaba cedendo quando vê que é uma piada.

É um filme tipicamente que passaria na Sessão da Tarde, pois pagar para ver é dose.

domingo, 27 de setembro de 2009

Fortes Emoções

Antes de ir ao cinema para ver a produção de Nick Cassavetes (The Notebook), certifique-se de levar duas coisas: água e lenço. Pois "Uma Prova de Amor" (My Sister's Keeper, no original), baseado no livro de Jodi Picoult, promete fazer com que o espectador fique desidratado ou tenha vontade de doar o quer que seja para ajudar Kate (vivida por Sofia Vassilieva), que sofre de leucemia.

É difícil achar uma cena em que Kate não leve o público as lágrimas. Se por acaso você resistir ao filme sem derramar nenhuma gota, ou você não tem coração, ou está morto por dentro. De um jeito terno e emocionante, a menina vive os problemas de uma adolescente comum, com o agravante de contar que seus dias podem estar acabando

O filme ainda conta com atores extremamente talentosos, que fazem com que você se apaixone perdidamente pelo drama. Cameron Diaz vive Sara, mãe de Kate, que não desiste nunca de buscar a cura para a doença da filha. E após descobrir que junto com seu marido Brian (Jason Patric), e o seu filho não podem doar medula para a filha doente, resolvem fazer inseminação in vitro, para gerar uma nova criança, que seja geneticamente compatível para ser doadora de Kate

E ai que entra em cena Anna, interpretada por Abigail Breslin. A "pequena miss shunshine", mostra que é muito mais do que apenas um brilho, é na verdade o sol. De um jeito peculiar a menina questiona o fato de ter nascido apenas para ajudar a irmã, e começa a pensar que tem direito a decisões. Já que em 11 anos de vida, viveu apenas para ir ao hospital ajudar a irmã.

O filme guarda muitas outras discusões durante os 109 minutos. E conta ainda com Alec Baldwin e Joan Cusack, que também tem seus problemas dramáticos. "Uma Prova de Amor" é um filme lindo e dramático, que dará a muitas pessoas o que pensar. Não chega a ser brilhante, mas com certeza merece aplausos no fim.


domingo, 20 de setembro de 2009

Cara de pau

Quando nasci o médico achou que eu fosse uma garota, falou que eu era muito pequeno e que nunca viu tanto cabelo. Cresci é claro, mas não muito, hoje tenho 1,70 e fiquei totalmente frustrado por minha altura atrapalhar os meus sonhos.

Amo esporte, e claro que futebol está entre eles. Afinal quem não gosta de futebol ou é viado ou é viado. Até as mulheres gostam. Mas meu sonho não era ser jogador de futebol, até porque sabia que ia ser muito difícil, nunca vi em um país ter tanta gente que faz um esporte só. Então resolvi jogar vôlei. Lembro que nas Olimpiadas de Barcelo assisti a primeira medalha de ouro de uma equipe brasileira. E isso foi fundamental para me decidir: queria ser jogador de vôlei.

Claro que minha altura atrapalhava, mas não ia deixar nada ficar a minha frente. Quando fui para as peneiras era sempre o último a entrar na equipe, e pior era o menor de todos. Fui obrigado a desistir pois todos me diziam que era muito pequeno para jogar vôlei.

Então, empurrado por meu pai, fui jogar futebol. E não é que eu sou bom nisso. Consegui ser chamado para um time profissional e começar a ganhar um bom dinheiro. Melhor do que seria se tivesse ficado jogando vôlei.

Ainda não estou em um time de Serie A, jogo no Paraná, mas faço algumas partidas. Às vezes fico no bando, mas ontem o titular estava machucado, ai tive que entrar. Foi o primeiro como profissional de um time, achei que estava indo bem, mas faltava o gol.

Não sei o que aconteceu quando eu vi a bola na minha frente, tive um impulso enorme de cortar como sempre quis. Não sei se você já cortou alguma vez uma bola em sua frente, é INCRÍVEL.

Quando vi a bola estava dentro do gol e todo mundo correndo, então corri também. Poxa foi sem querer. Depois vieram me perguntar o que aconteceu. Ué nada, foi Gol. Quem manda é o juiz. Ainda bem que ele é cego

sábado, 19 de setembro de 2009

A pior raça: Os Taxistas



Tenho que confessar uma coisa: Não entendo porque as pessoas andam reclamando da Lei Seca e até se recusando a fazer o teste do bafômetro. Essa nova moda de fazer blitz para fazer você soprar no canudinho é divertidíssima.
Claro que isso não tem nada a ver com o fato de ser um pobre fudido sem carro. Nunca precisei de carro por sinal, minha mamãe sempre me deu dinheiro para o táxi, ela acha que andar de ônibus é muito perigoso. E está mais do que certa, eu mesmo já vi cinco assaltos, quatro deles eu participei, mas isso é o de menos.
O importante é que andar de carro bêbado não tem nada a ver. Mô coisa de gente que se acha e quer se mostrar. Como dizia meus professores: Vai à feira, procura a maior melancia e pendura no pescoço. Duvido que em toda sua vida nunca ouviu isso, é quase impossível. É o mesmo que dizer que nunca bebeu.
E desse assunto eu entendo. Beber é algo que faço muito bem, por isso só ando de taxi depois de encher a cara. Você vai e volta sem problemas, na maior parte das vezes, é claro. Até porque é difícil os ‘Policia’ pararem taxistas que andam com o adesivo da campanha “Lei Seca, Eu Apoio”.
Em uma dessas sextas-feiras enchi a cara com os amigos num bar em frente a faculdade. (Esqueci de falar, eu faço faculdade de Ciências Sociais, quero ajudar os outros, ferrados que nem eu). Aí na hora de ir embora peguei um táxi que estava ali por perto, com o adesivo. Logo que saímos do bar entramos na Lagoa e já tinha uma operação “Lei Seca”, ai eu fiquei tranqüilo, não estou dirigindo e estou de táxi.
Mas tava era fudido, foi só o taxista ver o balão que começou a tremer todo, ficou falando, abre aspas para ele: “Caralho, Caralho. Fudeu, Fudeu”.
Não entendi nada. Mas não demorou muito para ver que ele tava mamadaço. O fdp subiu pela calçada deu a volta e saiu ‘cantando pneu’. O cara tava alucinado, e para piorar achou que os ‘Policia’ estavam o seguindo. Nunca vi alguém andar tão rápido na minha vida. E ser tão burro. Parecia aqueles caras que a gente vê na Tv dos Estados Unidos achando que vão conseguir fugir dos carros e da porra do helicóptero em cima deles. Só sendo um ‘Spede Racer’ da vida.
O taxista correu tanto que quando vi a gente estava na subida da Avenida Niemeyer, só teve um problema, quando ele foi fazer a curva, passou reto, atropelou um viadinho e seu namorado que estavam esperando o nascer do sol e despencou pelo barrando. Eu acabei morrendo porque estava sem o cinto, e o fdp do taxista só quebrou duas costelas e está indo para casa depois de escapar, deu “cinquentinha” para dois ‘Policia’.