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Um casamento normalmente é motivo de festa, ou seja, de celebração. Isso pelo menos é o que se espera. No filme “O Casamento de Rachael” a celebração do casamento é a coisa mais chata do mundo. Sendo assim o filme vai junto.
Dirigido por Jonathan Demme, o filme que tem Anne Hathaway como estrela é quase irritante, ela interpreta Kym, irmã de Rachael, que acaba de sair da reabilitação. A atriz, que fez o filme “O Diabo Veste Prada”, foi indicada ao Oscar 2009 de melhor atriz pelo seu papel. Diferente da crítica, não vi nada brilhante em sua interpretação. Até porque o filme em si atrapalha qualquer coisa. É um filme que se arrasta e dá sono ao telespectador.
A sinopse do filme: A festa de casamento de Rachel tem tudo para ser perfeita. Amigos e familiares reunidos numa bela cidade de Connecticut, num fim de semana repleto de comida, música e carinho. Mas quando Kim, a irmã mais nova de Rachel, chega após um longo período numa clínica de reabilitação, todos se preocupam. Com seu histórico de crises e conflitos familiares, Kim tem o dom de provocar grandes dramas em qualquer situação. Na festa, sua postura sarcástica faz reviver antigas feridas e transforma o casamento dos sonhos num campo de batalha.
Não posso recomendar o filme, mas estou aberto a outras opiniões. Afinal de contas todos podem falar o que pensam.
Quando estamos para receber uma visita o que fazemos? Arrumamos a casa, limpamos a e preparamos alguns petiscos e bebidas para a pessoa se sentir bem vinda. Pois bem é isso que o filme “The Visitor” (título original) faz com o telespectador. No filme, um infeliz professor universitário, Walter Vale (Richard Jenkins), recebe a tarefa de ir a Nova Yorke apresentar um artigo onde é coautor. Nem um pouco a fim de ir Walter, viúvo a pouco tempo, encontra ao chegar em seu apartamento na cidade um casal que enganado alugou o apartamento. Por piedade, e solidão, o professor oferece moradia provisória ao casal, até que encontrem um novo lar. Enquanto isso Walter faz amizade com Tarek, um músico africano vindo da Síria, que ensina o professor a tocar tambor. Até então Walter tinha aulas de piano, sem ter sucesso. Com o artista por perto a vida do infeliz viúvo começa a se transformar. E muda mais ainda. Escrito e dirigido por Thomas MacCarthy, The Visitor aborda um tema quase esgotado depois do ataque terrorista de 11 de setembro; a implicância do governo federal com imigrantes, ditos, suspeitos. Contudo, a diferença do filme de MacCarthy (direotr) encontra-se na reflexão sobre a diversidade cultural e a influência dos imigrantes para a cultura americana. Com uma direção impecável e um roteiro original excelentes, a obra transgride entre um estilo cru e incômodo para uma descontração suave, sem apelar ao drama desmedido, típico do gênero. Richard Jenkins,foi indicado ao Oscar de Melhor Ator, pelo papel principal no filme. Muitos dizem que ele merecia levar a estatueta pelo excelente trabalho que faz, o melhor trabalho de sua carreira, dando vida a um profissional consumido pela rotina de trabalho, apaixonado por música, mas que não consegue ser feliz pela burocracia do estilo de vida que escolheu. Se você tiver procurando um bom filme para assistir, O Visitante, como está nos cinemas brasileiros é um dos que merecem sua atenção.
Sempre quando estou andando pela rua, vejo artistas pintando e fazendo quadros saindo praticamente do “nada”. Há duas semanas atrás fui no MAM ver as exposição de Vik Muniz. Admito, com vergonha, que nunca tinha ouvido falar muito de Vik Muniz. Fiquei com vontade de ver a tal exposição ao ver espalhado pela cidade posters onde se via o retrato de um homem feito de bolas redondas de furos de papel, o que parecia ser aquelas bolinhas de papel que o furado tira das folhas. Achei algo incrível.
Infelizmente a exposição vai embora neste domingo, dia 22. E não podia deixar de falar das maravilhas que Vik faz com lixo, brinquedos, chocolate, barbante, jornal e tantas outras coisas. É algo estupendo e que realmente merece o respeito, não só dos brasileiros, mas de todo o mundo.
Sei que cada um vê a arte de um jeito diferente, ou pelo menos é o que se diz.Porém não acredito que exista alguém que veja os quadros e obras de Vik Muniz e não ache exuberante, maravilhosa e a cima de tudo, talentosa.
Abaixo o texto que está no site do MAM do Rio de Janeiro:
Olhe à sua volta: há um mundo de coisas para as quais você não dá a menor importância. Poeira? Você já considerou a poeira como algo possível de ter outro significado? E o lixo, pode ser algo além de ser, simplesmente, lixo? Pois bem, um artista brasileiro – seu nome é Vik Muniz – foi capaz de olhar essas coisas cotidianas e, com elas, recriar possibilidades de apresentar e perceber o mundo.
Em suas obras, materiais inusitados para a arte, como calda de chocolate, pasta de amendoim, caviar ou diamantes são utilizados para recriar grandes ícones da fotografia e da pintura. O resultado são quadros surpreendentes, que nos parecem a um só tempo familiares e estranhos. Lançando nova luz sobre o passado, as fotos de Muniz não deixam de provocar uma reflexão bem humorada e divertida sobre a nossa forma de ver e compreender as imagens.
Com mais de 120 trabalhos que abarcam do início de sua carreira, no fim dos anos 1980, até os dias de hoje, Vik – realizada por Aprazível Edições e Arte – é a maior exposição já dedicada ao artista. Depois de passar pelos Estados Unidos, Canadá e México, ela chega ao Brasil no momento em que Vik atinge o ápice de seu reconhecimento, tornando-se um dos artistas brasileiros mais consagrados no cenário internacional.
Para Vik Muniz, o artista faz a metade do trabalho; a outra parte é feita pelo espectador, que exerce um papel ativo. Agora é a sua vez. Entre nessa aventura, que é ver a exposição: ouse e reivente seu olhar.
Se você está lendo isso ainda no domingo, não perca tempo e vá. Você ira adorar.
Continuando os comentários sobre filmes que pude ver essa semana, o segundo na lista é “Frozen River”, que aqui no Brasil está como Rio Congelado.
O filme foi indicado este ano ao Oscar com o melhor roteiro original, mas não ganhou. Mas o filme ganhou o prêmio do Grande Júri de melhor drama americano do Festival de Sundance, um dos mais importantes do cinema. O filme é sobre duas mulheres que se aliam para introduzir imigrantes ilegais a partir da fronteira canadense. Uma das mulheres tem dois filhos e foi abandonada pelo marido viciado em jogo. A outra é uma mulher indígena (acho eu de origem canadense), que perdeu o marido e o filho para a sogra.
A história se desenrola com as duas mulheres. O filme não chega a ser uma obra de arte maravilho, mas conseguiu manter um bom ritmo e uma boa história. É um bom filme, mas confesso que não pagaria 20, 18, 16, ou qualquer que seja o preço do cinema para ver o filme. Vi por outros meios e não me arrependo.
A matéria que peguei no Folha On Line sobre o filme:
O longa, dirigido e escrito por Courtney Hunt, se baseia em um curta-metragem da produtora filmado em 2004 sob o mesmo nome.
A Sony Pictures Classics comprou o filme por cerca de US$ 1 milhão, segundo a imprensa americana.
Quentin Tarantino, membro do júri da atual edição, disse que a fita é uma "maravilhosa descrição da pobreza na América".
E realmente o filme retrata exatamente o que muitos estrangeiros fazem. Arriscam a vida para chegar aos Estados Unidos para tentar ter a chance de uma vida melhor. Muitos conseguem passar a fronteira, mas ficam preso a alguém e trabalham por anos tentando pagar dívidas.
Recomendo a todos que possam estar lendo. No cinema, em casa, é um bom drama.
Amanhã tentarei escrever sobre “The Visitor”, outro filme que concorreu ao Oscar 2009.