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segunda-feira, 12 de março de 2007

A Profissão de Clark Kent

Ser jornalista é viver no paraíso. Bem que eu gostaria que isso fosse verdade. Porém os dias passam e cada vez mais vemos que ser jornalista é uma batalha diária. Uma batalha primeiramente por um espaço para seu trabalho, mas também pela informação, pela transparência, pela ética e claro pelo reconhecimento da profissão.

O curso de Comunicação Social tem duração de quatro anos, com estágio nem sempre obrigatório. A partir de 1969, o diploma de curso superior de Jornalismo tornou-se obrigatório para o exercício da profissão, por força de lei. No entanto, no segundo semestre de 2001 uma decisão liminar da Justiça Federal suspendeu a exigência do diploma para a obtenção do registro profissional.

Com isso fica ainda mais difícil a luta pelo tão desejado lugar ao sol. Muitos pensam que todo jornalista trabalha em televisão, rádio e jornal. Porém muitos não trabalham diretamente com o tão desejado sonho. Sendo obrigados no momento a procurar outro caminho, ou melhor, um desvio até seu sonho.

Um desses quase desvios tem surgido nos dias de hoje como a Internet. Com um grande número de leitores a Internet tem sido um caminho muito comum para jornalistas, afinal de contas a Internet é o espaço livre.

Atualmente, há cerca de 120 cursos de graduação na área, formando quase 5.000 jornalistas a cada ano em todo o país. Segundo cadastro da Federação Nacional de Jornalistas — entidade que reúne todos os sindicatos de jornalistas brasileiros — havia cerca de 20 mil jornalistas com carteira assinada (empregados) no Brasil em 2003. Destes, mais de 6.300 (30%) estavam no estado de São Paulo.

Todos sabemos que o jornalista não tem um salário astronômico. Com base em dados de 1999 do Ministério do Trabalho, a remuneração média paga aos profissionais da categoria no país era de R$ 1.988 (ou US$ 710). A melhor média salarial era dos funcionários de agências (US$ 982), seguidos pelos jornalistas de jornais (US$ 727), revistas (US$ 622), televisão (US$ 616), assessoria de imprensa (US$ 256) e rádio (US$ 203).

A imprensa brasileira é muito criticada por professores desta faculdade. Alegando que o jornal do nosso país é uma piada, que o verdadeiro jornalismo acontece em jornais estrangeiros, como o “Le Monde”, “El País”, “Washington Post” e outros. Realmente o nível cultural da população é outro, porém não pode cobrar do jornalista uma posição que a sociedade tem, ou melhor, não tem.

A expectativa para um futuro próximo é uma incógnita, porém temos que estar prontos pro que der e vier. É nisso que eu penso, me preparar para o que aparecer.

Talvez o jornalismo não seja realmente valorizado como deve ser, mas já teve seus dias de glória, como a famosa profissão do Super-Homem. Quem sabe realmente somos heróis do cotidiano.

Texto que fiz na Faculdade.

2 comentários:

Fabio Resende disse...

Parabéns zacca..
ta muito bom o blog!!
num desanima não, sempre que der eu vou comentar.
abraço

Joana disse...

hehehee
bom, não é de se espantar pq eu fugi da comunicação, né?
mas tá bem legal o blog zack ^^
tenho certeza de que vc será um ótimo jornalista ;]
bjoos