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sábado, 20 de outubro de 2007

Mania Feia

O Rio de Janeiro é conhecido mundialmente, por sua beleza natural, a beleza das mulheres, o bom humor dos seus habitantes e outros motivos, a maioria são de boas coisas. Porém, também existe a má fama que persegue o carioca, ser malando é uma delas, mas a que mais incomoda é a de uma cidade com ruas e calçadas sujas.

Quando chove os problemas costumam a aparecer. O que deveria servir para escoar a água da chuva serve na verdade para tapar o caminho natural dela. E isso devido ao que? Ao lixo jogado na rua, naquele momento que você não teve paciência de esperar a próxima lixeira, ou achou que alguém iria pegar depois. Ruas alagadas e um trânsito caótico, o lixo jogado na rua é uma das causas.

Não é necessário ser nenhum especialista para perceber que nas ruas há diversos tipos de lixo jogados. Como papel, latas, plástico, folhas que caem das árvores e as fezes de cachorros. O jornaleiro, Antônio Carlos, reclama que em frente a sua banca existe uma lata de lixo, mas encontra vários papéis jogados no chão e fezes de cachorro, que ele acaba tendo que limpar, para não prejudicar os negócios. “Eu tenho dentro da banca uma pá e uma vassoura, por que se eu deixar todo o lixo aqui na frente os clientes não entram”.

A Comlurb, Companhia Municipal de Limpeza Urbana, tenta fazer a sua parte como órgão público, mas nem sempre é possível fazer o melhor, e não é por falta de vontade, e sim de recursos. Foi organizada e criada em 1975, por Gastão Sengés e sua equipe, e funciona até hoje. O orçamento do ano de 2006 foi de R$553.974.337. Este valor representa um gasto anual de quase R$100,00 por pessoa – isto indiferente da idade, refere-se a cada cidadão desde que nasce.

Apesar de todo este gasto, a cidade conserva uma permanente imagem de sujeira, devido a grande quantidade de lixo deixado nas ruas, pela população. E a remoção deste lixo é um dos mais caros no setor de limpeza pública. Consome cerca de R$183,93 por toneladas, quase o triplo do gasto com a coleta domiciliar. Existe espalhado pelo município do Rio de Janeiro cerca de 110 mil latas de lixo, onde cada uma suporta cerca de 50 litros. Nelas é depositado todo lixo urbano público, cerca de 116 mil e 700 toneladas por mês, o que da uma média de 3 mil 890 toneladas por dia retirado dos espaços públicos e das lixeiras do município.

As lixeiras do município são colocadas em pontos estratégicos, justamente para ‘achar’ o pedestre. Porém não é sempre que está no segundo que procuramos. Os locais que contam com um maior número de circulação de pedestre é a Central do Brasil e a Praça XV, por isso contam com um número maior de coletores. Em outros pontos da cidade as latas são postas estrategicamente de 50 a 50 metros. Caso essa distância não seja respeitada, é justamente por falta de espaço físico disponível, que fosse realmente ajudar. Por exemplo, calçada estreita, ou um poste mal conservado, ou mal posicionado.

O caminho que o lixo segue não é só responsabilidade da Comlurb, afinal sofremos com o nosso lixo sempre que uma chuva cai com mais força. Os bueiros entopem e alagam as ruas, dando muitos prejuízos para diversas pessoas, essas mesmas pessoas que jogaram o lixo na rua, ou que sofrem pelos outros. Exemplos não faltam, quando pisamos em fezes de animais de outras pessoas ou dos nossos mesmos. A mania que o carioca tem de deixar esses lixos na rua é cultural e educacional. É necessária uma conscientização da população para que possamos ter uma cidade ainda mais bela.

Um comentário:

pc guimarães disse...

Beleza de crítica, Garoto!