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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Um dia de azar


Acordei cedo para correr pela praia, é preciso me exercitar, afinal já não sou mais nenhum garotão e minhas refeições também não são as mais regulares, preciso me manter em forma de algum jeito e claro, cuidar da minha saúde. Tomei um banho rápido e parti para o “News”

Cheguei para trabalhar normalmente como todos os dias no jornal da cidade e quando sento em minha mesa, vejo um aviso para comparecer a sala do editor chefe com urgência. Pensei por um momento que tivesse acontecido alguma tragédia e que estavam precisando de toda a equipe. Mas quando vejo o ‘aquario’, o editor está sozinho, andando de um lado para o outro. E bufando muito. Fiquei até com medo de abrir a porta e dar bom dia, mas fazer o que, era preciso. Entrei devagar, com muita calma. Em vão, só ouvi gritos de, incompetente, burro, moleque, entre outras coisas até mais pesada. Aparentemente a minha matéria sobre a palhaçada que é o senado não conquistou muitos fãs. Fui despedido ali, na hora, sem direito a me defender.

Não restava mais nada a não ser ir para casa e contar isso para minha noiva, afinal, estávamos tentando arrumar uma data para o casamento e era melhor ser cedo, a barriga já ia começar a aparecer. Fui adentrando no meu lar devagar, para não acorda-la, afinal tadinha, ficava as noites todas sem dormir com enjôos. E para o meu desgosto o dia piorou. Quando abri a porta encontrei minha noiva de quatro, aos gritos e um negão batendo em suas nádegas. Fiquei ali parado, sem saber o que fazer pelo menos um minuto sem reação e sem que eles parecem o que estavam fazendo e me notassem. Só depois que bati a porta do quarto e segui em direção a saída vi que a minha ex-futura noiva vinha andando para ver o que era.


Sem direcionar uma palavra se quer a ela, peguei o elevador, fechei a porta e fui me embora para nunca mais voltar ali, a não ser para pegar as minhas coisas mais pessoais. Não sabia para onde ir, minha cabeça estava a mil por hora, era tanta raiva, injustiça e tantas emoções juntas que o melhor a fazer era afundar as magoas em um bar. Bebi todas, já estava super bêbado quando vi que o bar estava fechando.

Tinha que ir para algum lugar, e nada melhor do que a casa da nossa mãe. Só queria enfim chegar em casa e tentar esquecer tudo, ou tentar pelo menos colocar as idéias em ordem. Não conseguia acreditar que tudo o que tinha para dar errado comigo, deu. E tudo no mesmo dia, parecia tudo combinado. Cheguei na casa em que cresci e como tenho a chave não me preocupei em bater, afinal, já era bem tarde e as luzes estavam apagadas. Não encontrei minha mãe, então resolvi ir pro meu antigo quarto.

Acordei no meio da noite ouvindo uns barulhos estranhos, levantei e cheguei perto da porta do quarto de minha mãe, colei o ouvido na porta e do silencio se fez algo inacreditável. Os arpejos de mamãe me levaram ao suicídio imediato, não podia mais viver, e não tinha motivos. Sem trabalho, sem noiva, e com mamãe fazendo aquilo. Era o fim, pulei da ponte Rio-Niteroi exatamente às 06 da manhã, em um por do sol lindo.

2 comentários:

Willian Rabelo disse...

Olá,

Primeira visita no seu blog, gostei dele. Vi também o seu texto, gostei bastante.
Estou neste concurso também.

O meu texto se chama "Cisne negro".

Boa sorte!

Karol Loureiro disse...

kkkkkkkkkkk
Deixa a "véia" fazer as coisas menino...
Como vc é chato... Ela está viva e tem mais que curtir...
hehehe... é bom rir das desgraças dos outros, mas a coluna é ótima...