
O VSB-30 – para os enfronhados, Veículo de Sondagem Booster série 30 – zarpou no dia dezenove de julho. Passavam catorze minutos do meio-dia no instante da largada. Devido a acertos de última hora nos reatores, ele saiu atrasado uma semana. Sofrera seis adiamentos por mau tempo. São coisas que acontecem com qualquer passageiro de ponte aérea. O importante é que, na decolagem, o foguete brasileiro foi agraciado com céu límpido, sem nuvens, anil. Literalmente, um céu de brigadeiro.
Fazia quarenta e uma horas e meia que o Airbus da TAM, no vôo JJ-3054, explodira ao lado do aeroporto de Congonhas. E quatro anos que, em Alcântara, a explosão de um artefato semelhante no solo matara 21 pessoas. Com o VSB-30, a Agência Espacial Brasileira retomava, numa operação batizada de Cumã II, a conquista da camada superior da atmosfera terrestre. O veículo custou 1,25 milhão de dólares, ou 45 vezes menos que o Aerolula. Tinha a missão de subir 285 quilômetros – metade da altitude alcançada pelo Jupiter C, um disparo que deu certo nos Estados Unidos, há meio século, e acabou soterrado na história pelo êxito do Sputnik soviético. Previa-se que a Cumã II pusesse uma cápsula em órbita por cerca de seis minutos e meio. E isso ela fez, com alguns segundos de diferença que só interessam aos cientistas e aos chatos. Imediatamente, a página oficial do projeto publicava na internet o veredito: “Lançamento com sucesso”.
Isso é um trecho da Matéria de MARCOS SÁ CORRÊA na Revista Piauí 11
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